Vinaora Nivo SliderVinaora Nivo SliderVinaora Nivo SliderVinaora Nivo Slider

O papel das instituições e organizações para os Economistas

humberto dalssasso

Ainda que pareça difícil ou irrelevante perceber o papel das instituições, que traz em seu gene, o respeito, a dignidade, a responsabilidade, as crenças, os valores e os princípios que devem nortear o pensamento, o interesse e as ações de seus integrantes, para o convívio saudável, seja das pessoas ou das organizações, isto é fundamental para o sucesso.

Assim como há semelhança, há grandes diferenças entre a "Organização" e a "Instituição", tanto no seu papel quanto na dimensão ou no alcance. É também possível que na rota evolutiva algumas organizações se transformem em instituições, adicionando ou assumindo o seu papel.   Para melhor compreender e diferenciar uma da outra, vejamos os conceitos:  

Organização - "É um conjunto de relações de ordem estrutural (direção, planejamento, operação e controle) que mantém uma empresa ou equivalente em funcionamento.
Instituição - "É um sistema organizacional de padrões sociais relevantes observados pela sociedade".  

Assim, então, Instituição e Organização são entes complementares interligados, sendo a Instituição a norteadora e a Organização a executora. São entes semelhantes, mas não iguais. Enquanto a Instituição é teleológica - dá rumo, cria e insemina crenças, valores e princípios, com grande poder influente, a Organização é um sistema que possibilita a conversão das idéias, objetivos, estratégias e intenções em prática operacional efetiva, fazendo acontecer.  

Trazendo isto para a seara do Economista, temos o Conselho Federal de Economia (Cofecon), o Conselho Regional de Economia (Corecon), a Ordem dos Economistas e o Sindicato dos Economistas. Enquanto o Sindicato se direciona à preservação dos interesses trabalhistas e a Ordem à execução de programas e ações da categoria, configurando-se como "Organizações ", o Corecon e o Cofecon, como "Instituições ", são responsáveis pela constituição/inseminação teleológica (crenças, valores e princípios) e a fiscalização da fiel execução da caminhada do Economista. Como cabe à Instituição criar e inseminar valores justos, corretos, responsáveis e desejáveis, é fácil perceber o importantíssimo papel do Cofecon e do Corecon para o respeito e a consistência da categoria. Mas para que esse papel seja fielmente cumprido, não basta que isso seja escrito e mostrado em lâminas, telas e quadros de parede, por mais belos que sejam.

É preciso ser praticado com isenção de interesses particulares, alinhando-se as divergências ao real interesse da sociedade. Fique claro que é saudável a existência de pontos de vistas diferentes, desde que analisados, discutidos e alinhados com maturidade e responsabilidade ao interesse institucional.

Constituída essa mente institucional sadia, é importante a integração com as Organizações - no caso, Ordem e o Sindicato - para que as intenções sejam efetivamente convertidas, em benefício do fortalecimento e da valorização da categoria. Ao sentir-se valorizado e promovido, o Economista, com certeza, aumentará seu interesse em integrar-se à categoria, que, com isso, também se fortalecerá.  

Se a união faz a força, unir os esforços e o potencial dessas instituições e organizações, com definição do rumo certo, deverá ser a estratégia fundamental para valorizar a categoria. Diante da convergência de interesses, as divergências devem ser tratadas como elementos para enriquecer o resultado final, que é a existência de uma categoria forte, coesa, motivada e participativa.  

Humberto Dalsasso, economista, membro da OESC


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 logo rumadesign