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BOLHA IMOBILIARIA OU MONETÁRIA?

Muitos falam que temos uma bolha imobiliária prestes a estourar, eu discordo. Acho sim, que os preços dos imóveis residenciais estão altos, que em breve irá ocorrer uma correção natural dos preços, lembrando a mão invisível de Adam Smith. Essa alta dos preços ocorre devido à alta demanda, proporcionada pela carência em habitação e facilidade de crédito, o que não ocorre em imóveis comerciais e imóveis de alto valor aquisitivo.

 

O caso, é que a facilidade de crédito pode estourar. A CEF está girando aproximadamente 12 vezes o seu capital, quando o máximo recomendado é entre 8 e 9 vezes. Grandes bancos no mercado nacional, com metas agressivas de vendas estão girando aproximadamente 5 vezes o seu capital, mantendo relativamente baixo o seu risco operacional.

Então me pergunto, e se por algum motivo a CEF precisar de liquidez imediata, onde ela vai encontrar esse crédito? E se tivermos um aumento expressivo na inadimplência desse capital investido em financiamento imobiliário? A Caixa corre o risco de quebrar?

Como a Caixa Econômica Federal é um banco estatal, ela terá pronto acesso ao capital oriundo do Banco Central, que tem autonomia em emitir moeda, ou do Tesouro Nacional, injetando capital arrecadado nos impostos que todos nós pagamos. Então, dificulmente ela correria o risco de quebrar, mas com essa estratégia politica em liberar crédito pra financiamento imobiliário e injetar moeda na economia, estamos desvalorizando constantemente nossa moeda, apesar de diminuir o déficit de moradia, estamos reduzindo o poder de compra da população e consequentemente aumentando a desigualdade social. É a inflação, que lentamente volta a assombrar os Brasileiros.

Eu me pergunto, vamos deixar isso acontecer? Vamos deixar a inflação voltar em prol de uma politica populista e irresponsável, que visa distribuição de renda, porém não tem capacidade em fazer isso de forma correta ?

Precisamos trabalhar para depois colher, o que o País precisa, é de investimentos em infraestrutura, educação e de uma economia solida. Consequentemente, com economia estabilizada, infraestrutura conveniente para as empresas investirem sem medo no Brasil, aí sim, teremos geração de empregos, redistribuição de renda e redução da desigualdade social.

Esse é o Brasil que queremos.

 

Andre G Schneider

André Gustavo Schneider – Economista* e Consultor Financeiro

LEGADO – Soluções Financeiras


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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