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A importância da Gestão Financeira nos pequenos negócios

Nos países em desenvolvimento há um grande número de micro e pequenas empresas em fase de expansão. Porém nem sempre vivemos em bonança, há também períodos de recessão, como o que parece nos assombrar atualmente, onde quem não estiver devidamente preparado, terá dificuldades em se manter no mercado.

 É comum vermos empresas trabalhando com bons resultados, aprimorando seus produtos e serviços, buscando sempre melhorias no seu faturamento e atendendo seus clientes da melhor forma possível. Entretanto, conforme a empresa vai crescendo, aumenta a necessidade de controles gerenciais para que a empresa cresça de forma saudável.

Esse aumento de vendas pode gerar um crescimento desordenado em função da mesma não ter uma estrutura básica, que organize as informações e dê ao gestor suporte para tomada de decisão.

Esse excesso de informações operacionais e estratégicas cria uma grande dificuldade, fazendo com que o empreendedor tome parte de suas decisões embasadas em sua experiência de mercado e no seu "feeling", ignorando informações concretas da empresa, que poderiam lhe indicar outro caminho, que permita que ele trace suas estratégias com menores riscos à empresa.

Devido a esses e outros fatores, as finanças empresariais tem se mantido como um dos pilares da administração. "Nos dias atuais, saber os conceitos de finanças não é mais um diferencial: é uma necessidade!" (LENZI, 2010).

A administração financeira é responsável por tornar tangível uma série de conceitos em aplicações praticas nas empresas por meio de métodos, técnicas e ferramentas de gestão adequadas (KATO, 2012). Ou seja, a função financeira da empresa é possibilitar o andamento da empresa com o mínimo possível de gastos, utilizando da melhor forma possível os recursos obtidos.

Para isso, o desafio é determinar quais gastos são imprescindíveis para viabilizar as atividades operacionais e chegar aos resultados desejados. Além de determinar as fontes de captação de fundos que financiem essas atividades com o menor custo de capital possível, possibilitando melhor rentabilidade ao investidor.

Conforme Samuel Hayes (2010), as demonstrações financeiras são essenciais nos negócios. Essas ferramentas podem ser utilizadas para avaliar o desempenho e identificar as áreas que demandam intervenção gerencial pelos executivos. Os acionistas e investidores utilizam para saber se o seu capital está bem administrado e (ou) identificar novas oportunidades.

Quando falamos de acionistas e investidores, imediatamente pensamos nas grandes companhias e suas ações na Bolsa de Valores. Mas toda empresa, inclusive as micro e pequenas empresas tem pelo menos um acionista e investidor. O acionista é o proprietário da empresa, normalmente responsável pela gestão da mesma. O investidor é aquele assume riscos com a empresa ao investir seu capital visando um lucro no futuro.

Então lanço um desafio aos micro e pequenos empreendedores, a responder algumas perguntas abaixo a respeito de suas empresas:

- Qual seu resultado mensal?

- Qual a evolução dos resultados de sua empresa?

- Quais os custos e despesas de sua empresa?

- Como anda a evolução de seus custos em relação aos resultados?

- Quais ações tem a melhor relação entre grau de dificuldade e impacto no resultado?

- Como você mede o desempenho e o resultado de seus processos?

- Seu fluxo de caixa é positivo ou negativo?

- Qual sua necessidade de Capital de Giro?

- Num investimento, quando é melhor utilizar capital do caixa da empresa ou financiamento?

Será mesmo que não é relevante um acompanhamento de indicadores financeiros? Lenzi (2010) citou uma frase que diz: "O que não pode ser medido, não pode ser gerenciado".

Todos os colaboradores (ou quase) de uma empresa realizam (ou deixam de realizar) ações que impactam no resultado financeiro das empresas (LENZI, 2010). O autor sugere não deixar a gestão da área financeira apenas com os financeiros, mas instigar a todos, para que tenham consciência de sua relevância no resultado e assumam atitudes proativas ao crescimento da empresa.

Como estamos falando em gestão financeira, que inclui controle de custos, sabemos que nem sempre é viável a uma empresa manter um departamento financeiro ou uma controladoria. Porém já podemos apresentar para micro e pequenas empresas a possibilidade em terceirizar esses serviços através de empresas de Assessoria Financeira. O custo muitas vezes pode se tornar um investimento.

André G. Schneider – Economista CRE/SC 3443

Economista Chefe – LEGADO – Soluções Financeiras

Referências:

HAYES, Samuel L. Harvard Business Essentials: Finanças para Gerentes, seu mentor e guia para finanças. Rio de Janeiro: Ed. Record, 2010.

KATO, Jerry. Curso de Finanças Empresariais: Fundamentos de gestão financeira em empresas. São Paulo: Ed. M.Books, 2012.

LENZI, Fernando Cesar. Ação Empreendedora: Como desenvolver e administrar o seu negócio com excelência. São Paulo: Ed. Gente, 2010.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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