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BRASIL – UM CARRO DESGOVERNADO

Por Tadeu Cordova Borges - Economista

A crise que atravessamos é uma das maiores de nossa história, se não a maior. Os que se arriscam a falar delineiam sua origem de formas diversas, como, por exemplo, a presidente que afirma a crise internacional de 2008 foi o estopim. Políticos oposicionistas e alguns meios de comunicação apontam os gastos da campanha de 2014 como fator e outros apontam o excesso de assistencialismo do governo, através das bolsas, preponderante.

Fundamentalmente a crise brasileira decorre de alguns aspectos que são passíveis de menção, como a corrosão dos rendimentos salariais da sociedade, a falta de critérios mais rígidos para fixação de tributos às classes mais ricas, em detrimento das classes inferiores, a negociação das dívidas dos estados com o Tesouro que retirou significativa parcela da capacidade de investimento dos respectivos, a vigência de uma política cambial insana, que destrói no dia a dia os resultados provenientes da balança comercial do país, e, finalmente, a enganadora política de metas de inflação, controlada por aumentos nas taxas de juros. Aliás, essa ultima já demonstrou ser inócua e sim um dos ingredientes da recessão brasileira.
 
É inegável, também, que a crise agravou-se no segundo mandato pela barbeiragem na troca de comando da economia, pois o feito constituiu-se em manobra de alto risco, uma vez que o anterior trabalhava com cofre aberto e o atual trancou o cofre e jogou fora a chave. Isso equivale a uma troca de motorista com o veículo andando, ou seja, na primeira curva uma manobra malfeita deixa o carro desgovernado e os prejuízos são eminentes.
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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