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Diário Catarinense de 18/07/2013

AÇÕES AFIRMATIVAS NAS UNIVERSIDADES

A educação é um dos problemas mais cruciais do Brasil. Infelizmente os dirigentes ainda não se conscientizaram que medidas não estruturais no sistema educacional, como, por exemplo, no econômico, jamais representarão melhorias e sim meros paliativos causadores de polêmicas. A instituição de cotas às universidades nada mais é do que um desses paliativos, de soberba ineficácia social, apesar de em um primeiro momento ter passado a impressão de simpatia.

O ensino público vigente no país é literalmente precário e falido. Um significativo número de alunos anualmente encerram seus estudos nas escolas públicas e se habilitam ao processo seletivo às universidades públicas, pois elas além de serem gratuitas ofertam graduações reconhecidamente renomadas. Ali estacionam, pois os índices de aprovação de estudantes oriundos das escolas públicas são baixíssimos pelo fato de não lhes terem sido ofertados uma qualificação eficaz. A abertura das cotas nada mais é do que uma medida imposta pelo poder público para diminuir o “quantum” dos estacionados. É evidente que a culpa não é dos alunos, mas sim do próprio governo que não dedica à educação pública as condições necessárias para que ela efetivamente qualifique seus alunos nas mesmas condições daqueles oriundos do ensino privado.

A ideia do governo federal em criar cotas nas universidades públicas foi uma iniciativa de opção, ou seja, uma benesse política/social. As cotas atendem potencialmente a protelação de investimentos na educação pública. É evidente que uma medida nesse nível representa um custo muito menor para os cofres públicos do que melhorar o ensino médio no país.

Quanto às cotas raciais elas possuem cunho literalmente ideológico e a discussão no campo merece debates profundos, sobretudo, por ser uma continuidade à exclusão social histórica da raça por tratá-los de forma diferenciada, uma espécie de preconceito às avessas.


 

Economista Luiz Henrique Belloni Faria

Presidente da Ordem dos Economistas de Santa Catarina


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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